Própolis

A própolis é encontrada no interior e na parte externa das colmeias. É uma resina vegetal que as abelhas recolhem de algumas plantas. Sua consistência, cor e composição varia de acordo com a temperatura, tipo de solo, altitude, vegetação local e outros fatores ambientais. Ela é utilizada na defesa da família das abelhas contra doenças causadas por bactérias fungos e vírus, com alta eficiência, o que garantiu a sobrevivência das abelhas atravessando todas as mudanças ocorridas na Terra durante esse longo tempo.
É utilizada também pelas abelhas na colmeia para outras funções como o amortecimento de vibrações mecânicas e isolamento térmico.
Os egípcios utilizavam a própolis como medicamento e para embalsamar os corpos, sendo um dos responsáveis pela preservação das múmias até os dias atuais.
Em 1700 A.C o mel e a própolis eram considerados medicamentos mencionados no Papiro de Eber, o primeiro livro de medicina que se tem referência, intitulado “Livro de preparação de medicamentos para todas as partes do corpo humano.” Temos registros de que a própolis foi utilizada durante a guerra Anglo – Bôer na África do Sul (1899 – 1902) para curar feridas e queimaduras e prevenir o aparecimento de gangrena.
A composição química é bastante complexa e pelo menos 200 compostos já foram identificados na própolis como: os flavonóides (como a galangina, quercetina, pinocembrina e kaempferol), ácidos aromáticos e éstereis, aldeídos e cetonas, terpenóides e fenilpropanóides (como os ácidos caféico e clorogênico), esteróides, aminoácidos, polissacarídeos, óleos essenciais, ácidos graxos e vários outros compostos em pequenas quantidades Há também na sua constituição elementos inorgânicos como o cobre, manganês, ferro, cálcio, alumínio, vanádio e silício De todos esses grupos de compostos, certamente o que vem chamando mais atenção dos pesquisadores são os compostos fenólicos e flavonóides, a eles, são atribuídas as propriedades antibacteriana, antiviral e antioxidante.
A própolis tem tido excelentes resultados na cura de várias doenças. Na época do inverno é usada com maior freqüência em diversos países. Pessoas com problemas respiratórios e alérgicos, são as que mais utilizam seus efeitos. Possui um valor nutricional direto, pois compreendem pequenas quantidades de proteínas, aminoácidos e vitaminas (A, B1, B2, B6, C e E ). Está sendo usada por seres humanos como terapia, tendo seu quadro farmacológico entendido à grandes áreas da saúde. Para consumo humano é extraída de colmeias construídas de madeira, onde o produto é bruto e em seguida sofre um processamento secundário para a remoção do beewax (cera que as abelhas produzem) e outras impurezas antes de ser aproveitado.
Apesar de ser um produto seguro, não deve ser tomado de forma indiscriminada. Pesquisas clinicas realizadas em Cuba indicam uma dose terapêutica humana para o uso oral em média de 5 mg de extrato seco / kg por dia. Dependendo da enfermidade e do estado do paciente esta dose pode ser maior ou menor. Um apiterapeuta poderá indicar de forma correta esta dosagem.
A Própolis em geral é inofensiva, mas podem ocorrer, em casos isolados, reações alérgicas. Mesmo que seja muito pequena a porcentagem da população que apresenta alguma alergia, sempre observar a primeira utilização do produto em cada paciente.

Propriedades:
• estimular o sistema imunológico
• aumentar a formação de anticorpos
• anestésico.
• analgésico
• anti-ulcera.
• antifúngica
• antibacteriano.
• antiviral.
• regenerador dos tecidos
• anti-inflamatória.
• coagulante.
• cicatrizante

Principais aplicações:

• Externamente é excelente para queimaduras, feridas, micoses, verrugas, picadas de insetos, dor de dente, entre outras.
• Úlcera e gastrite.
• Cicatrização geral.
• Infeções intestinais.
• Bronquite, tosse, pneumonia e tuberculose.
• Colesterol.
• Herpes Simples e Zoster.
• Males renais.
• Vaginite e cervicite.
• Diabete e hipoglicemia
• Tumores malignos.
• Eczemas agudas e cronicas.
• Inflamação da garganta.
• Inflamação dos brônquios, da laringe e da mucosa nasal.
• Indicada na cura de aftas e de gengivites.
• Ação redutora na pressão arterial
• Produz um efeito calmante
• Gengivite crônica e úlceras na boca.
• Proteção do fígado contra os efeitos do álcool e tetra clorídricos.
• Rinites alérgicas, faringites, faringolaringites e formação de catarros
• Expectorante natural.
• Entre outras aplicações.

RECOMENDAÇÃO:
Utilize, sempre que possível, o extrato de própolis em solução e evite aqueles que são misturados com outros produtos. Para consumi-lo, coloque um pouco de água num copo de vidro ou caneca de porcelana e pingue a solução e em seguida beba-a. Não use água gelada, pois ao pingar a própolis haverá uma reação térmica que desfavorece a absorção pelo organismo. Evite também usar recipientes plásticos. Muitos não se sentem bem na ingestão do extrato da própolis por causa do álcool utilizado na sua diluição. Assim, após colocar as gotas na água, aguarde alguns minutos agitando a mistura para o álcool evaporar. Evite usar própolis diluído em água. Este não contém 100% das propriedades que a diluída no álcool de cereais.